segunda-feira, julho 12, 2010


Duplamente sem sentido!! Saiu no O Globo - Eu Repórter : http://oglobo.globo.com/participe/mat/2010/07/10/placa-amassada-em-esquina-de-botafogo-impede-saber-qual-mao-certa-da-rua-917118180.asp

domingo, abril 25, 2010

Espelho, espelho meu, quem é o mais bem-sucedido?

Caderno: EU&Carreira - Pág. D-10

Banda executiva:

Espelho, espelho meu, quem é o mais bem-sucedido?

Lucy Kellaway

05/04/2010

No começo de seu novo livro, Maria Bartiromo, a jornalista financeira americana e

âncora de TV, descreve-se encarando sua imagem no espelho e perguntando:

"Maria, você é um sucesso?". A resposta é bem longa e preenche 293 páginas nas

quais a Money Honey (como ela é conhecida) faz considerações sobre sua própria

vida e a de pessoas famosas que ela já entrevistou, resultando em "The 10 Laws of

Enduring Success" (As 10 Leis do Sucesso Eterno).

Tentei fazer a mesma coisa na semana passada e me encarei no espelho, enquanto

escovava os dentes. "Lucy, você é um sucesso?", perguntei. Foi difícil me

concentrar na pergunta, uma vez que meus olhos insistiam em se desviar para as

raízes dos meus cabelos e eu imaginava quanto tempo conseguirei resistir antes de

visitar o cabeleireiro novamente. Mas consegui chegar a alguns pontos simples.

Para começar, essa não é uma boa pergunta. Você não deveria ficar se

perguntando se é um sucesso, e sim se você está feliz ou se sua vida tem algum

significado. Se a resposta for não, aí sim você poderá se sentir mal. Mas se for sim,

então isso será complacente e arrogante e provavelmente significará que logo você

estará arruinado. Nas poucas vezes na vida em que me senti bem sucedida, eu

comemorei estragando quase tudo ao mesmo tempo.

As pessoas realmente bem sucedidas que conheci demonstram o absurdo dessa

pergunta. Elas sentem-se bem sucedidas e paranoicas ao mesmo tempo. Vivem

com um medo mortal de perder esse sucesso, ou num estado torturante de

insatisfação, querendo sempre mais. Então, me lembrei dessas pessoas e fiquei

imaginando quais seriam suas leis do sucesso eterno. Antes mesmo de terminar de

escovar os dentes eu concluí minha lista - que tem apenas dois itens.

O primeiro, e o mais importante, é a sorte - e mesmo assim ela nunca é tema de

livros. Você precisa ser tão loucamente bem-sucedido quanto Warren Buffett para

admitir que a maior coisa que ele fez foi ter nascido branco e homem nos EUA na

época em que nasceu. As pessoas mais bem-sucedidas tiveram um grande

momento de sorte ao nascerem e uma sucessão de pequenos momentos de sorte

daí em diante.

A segunda lei é a ambição. Todo mundo que conheço e que é bem sucedido nos

negócios realmente queria muito o sucesso que tem. A partir desse desejo louco,

quase tudo mais que você precisa acaba fluindo - trabalho duro, indiferença e um

caráter impiedoso. Caso contrário, consigo pensar em apenas mais uma coisa

indispensável para o sucesso: uma boa aparência. Se você é um empresário anglosaxão,

tudo bem ser (razoavelmente) feio. Mas se, assim como Money Honey, você

é mulher e quiser seguir carreira na televisão, a beleza é fundamental.

Portanto, é isso. Minhas duas leis e meia para o sucesso duradouro. Maria

evidentemente é mais ambiciosa do que eu e desse modo trabalhou mais para

surgir com as dez leis, mas algumas delas são totalmente equivocadas.

A primeira lei de Maria é o autoconhecimento. No que ela estava pensando? As

pessoas que têm muito autoconhecimento entendem suas fragilidades e isso as

desqualifica de terem a confiança necessária para serem bem sucedidas. Depois,

ela afirma que a integridade é essencial. Seria bom se fosse, mas está claro que

não é. E o mais embaraçoso de tudo é ela afirmar que é vital ter humildade. Se

você vive no Reino Unido, entendo que é bom fingir ser humilde, uma vez que nós

britânicos gostamos de nos autodepreciar. Caso contrário, a humildade é um

desastre. Em todo caso, não é uma lei que Money Honey se envolve muito. Na capa

de seu livro, as palavras "Maria Bartiromo" aparecem em corpo bem grande e com

destaque. O nome do "ghostwriter" (estou muito impressionada que uma jornalista

tenha um) aparecem em fonte simples e tamanho bem pequeno.

Há uma coisa que não aparece nas minhas duas leis e meia, nem nas dez de Maria:

habilidade. Não a deixei de fora por não ser importante, e sim porque é uma coisa

muito comum. Há muito mais pessoas habilidosas no topo do que o contrário.

Enquanto escrevo isso, penso em mais uma lei do sucesso: saber dizer coisas

óbvias e fazer as pessoas pensarem que você disse algo inteligente. Todas as

pessoas mais experientes das empresas fazem isso sem esforço todos os dias. É

claro que o que eu disse sobre sorte e ambição é ridiculamente óbvio. Mas se você

achar inteligente, eu poderei ir para o cabeleireiro me sentindo um sucesso total.

Lucy Kellaway é colunista do "Financial Times". Sua coluna é publicada às

segundas-feiras na editoria de Carreira

sábado, julho 07, 2007

Email de Fabio Leite (Funbio) Maio 2007
PS: eu deveria escrever um livro chamado "Crônicas da ponte aérea"
Olha o que me acontece neste exato momento em que vos teclo...

estou espremido no meu assento... a equipe de volei do Brasil está viajando no mesmo vôo que eu. O problema é que esse pessoal do volei já vem com zoom e eu dei a "sorte" de sentar do lado de um gigante de 2m de altura... o cara NÃO CABE na cadeira!! Sério, esse povo tinha que ser despachado no check-in.
Não podia ser a equipe de jóqueis do Brasil? Ou pelo menos a equipe do volei feminino??? Mas não vou reclamar muito, em épocas de PAN agradeço se não voar junto com a equipe de Sumô!!
Um sonho é apenas um sonho. Um sonho com plano e prazo determinados é uma meta” [Harvey Mackay, autor do best-seller motivacional Cave um poço antes de sentir sede]

Coleção 2007
Gray & Green I




Coleção 2007
Titulo: Gray & Green II

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A era da percepção chegou por Abraham Shapiro*

No mundo de hoje, a percepção é mais importante que a visão. Estamos vivendo a Era da Percepção. A proposta é: ter novas maneiras de ver as coisas existentes –ao contrário de descobrir novas coisas para ver.A percepção na história – A história da humanidade em grande parte tem se mostrado uma obsessão no sentido de melhorar a nossa compreensão visual do universo em que vivemos. Quase tudo que conhecemos se baseia em “olhar” as coisas. “Venha e veja”, “Ver para crer”. Fazemos experiências e olhamos os resultados. Construímos microscópios e olhamos as coisas minúsculas. Construímos telescópios e olhamos coisas distantes. Construímos meios de transporte para nos levarem aonde possamos ver um novo território. Uma das nossas crenças mais fundamentais é a de que as coisas que vemos com nossos olhos são uma boa aproximação da realidade.Usamos os nossos outros sentidos. Mas o principal, para nós, é olhar e tirar conclusões a partir disso. Isso tem funcionado muito bem durante a maior parte da existência humana. Mas tem havido muita confusão. O problema está em olhar o mundo com os olhos e usar o cérebro para tirar conclusões.A maior e mais bem documentada confusão que nossa visão provocou foi a crença histórica de que o Sol girava em torno da Terra. Sem dúvida, é o que parece. Até uma outra teoria ser sugerida, nenhuma outra possibilidade era óbvia. Ali estavam os dois maiores e mais importantes objetos ocupando o nosso campo visual –a Terra e o Sol– e virtualmente todas as pessoas que os olhavam tinham uma percepção totalmente invertida de seus movimentos.As pessoas achavam que a Terra era chata. A razão é que esse era o único modelo que se encaixava com a aparência das coisas. Elas só começaram a pensar diferente quando alguém pegou um barco e saiu velejando por aí para “ver” melhor.Estes não foram enganos triviais. Nossa visão era inadequada para a tarefa de discernir algo diferente do aparente. Foi necessário fazer algumas experiências e olhar melhor para descobrir a verdade.A questão com que nos defrontamos nos dias de hoje é: e se houver ilusões óticas sobre a nossa existência que sejam tão importantes quanto foi o Sol girando em torno da Terra? Sendo assim, imagine qual não será a importância das gigantescas oportunidades que poderão surgir de uma percepção mais nítida?